quarta-feira, 29 de setembro de 2010

BASTA UM MINUTO




Um minuto serve para você sorrir para o outro, para você e para a vida.
Um minuto serve para você ver o caminho, olhar a flor, sentir o cheiro da flor, sentir a grama molhada, notar a transparência da água.
Basta um minuto para você avaliar a imensidão do infinito, mesmo sem poder entendê-lo.
Em um minuto apenas você ouve o som dos pássaros que não voltam mais.
Um minuto serve para você ouvir o silêncio, ou começar uma canção.
É num minuto que você dará o sim que modificará sua vida.
Basta um minuto para você apertar a mão de alguém e conquistar um novo amigo.
Em um minuto você pode sentir a responsabilidade pesar em seus ombros:
A tristeza da derrota, a amargura da incerteza, o gelo da solidão, a ansiedade da espera, a marca da decepção e a alegria da vitória...
Quantas vitórias se decidem num simples momento, num simples minuto!
Num minuto você pode amar, buscar, compartilhar, perdoar, esperar, crer, vencer e ser...
Num simples minuto você pode salvar a sua vida...
Num pequeno minuto você pode incentivar alguém ou desanimá-lo!
Basta um minuto para você recomeçar a reconstrução de um lar ou de uma vida.
Basta um minuto de atenção para você fazer feliz um filho, um aluno, um professor, um semelhante...
Basta um minuto para você entender que a eternidade é feita de minutos."
Agora, reflita um pouco sobre...
O que é sentir medo.
O que é sentir raiva.
O que é sentir mágoa.

AS QUATRO VELAS




Quatro velas estavam queimando calmamente. O ambiente estava tão silencioso que se podia ouvir o diálogo que travavam. A primeira disse: “Eu sou a Paz! Apesar de minha luz, as pessoas não conseguem manter-me, acho que vou apagar”. E diminuindo devagarzinho, apagou totalmente. A segunda disse: “Eu me chamo Fé! Infelizmente sou muito supérflua. As pessoas não querem saber de Deus. Não faz sentido continuar queimando”. Ao terminar sua fala, um vento levemente bateu sobre ela e se apagou. Baixinho e triste a terceira vela se manifestou: “Eu sou o Amor! Não tenho mais forças para queimar. As pessoas me deixam de lado, só conseguem se enxergar, esquecem-se até daqueles que estão à sua volta e que lhes amam“. E, sem esperar, apagou-se. De repente... entrou uma criança e viu as três velas apagadas. “Que é isto? Vocês deviam queimar e ficar acesas até o fim”. Dizendo isso começou a chorar. Então a quarta vela falou: ”Não tenhas medo criança, enquanto eu estiver queimando podemos acender as outras velas, eu sou a Esperança!”. A criança com os olhos brilhantes pegou a vela que queimava e acendeu todas as outras. Que a vela da esperança nunca se apague dentro de nós

CITAÇÕES DE IRMÃ DULCE





· É preciso ver no sofrimento não apenas a dor, mas também um tesouro que devemos saber explorar em benefício de nossa alma.
· O amor supera todos os obstáculos, todos os sacrifícios. Por mais que fizermos, tudo é pouco diante do que Deus faz por nós.
· Tudo o que vai com Deus e com fé vai bem.
· A beleza está nas pessoas, nas plantas, nos bichos, em todas as coisas de Deus. É mais intensa ainda nos olhos de quem consegue ver, acima da simplicidade, a beleza com que Ele criou cada pequeno detalhe da vida.
· O importante é fazer caridade, não falar de caridade. Compreender o trabalho em favor dos necessitados como missão escolhida por Deus.
· Cristo nos ensinou a dar o anzol e não o peixe àquele irmão necessitado. Mas também nos disse para dar água a quem tem sede e pão aos que têm fome. Então é preciso entender que um faminto pode não ter forças nem mesmo para pescar. Nesse caso, antes de lhe dar o anzol, precisamos lhe dar água e pão.
· A minha política é a do amor ao próximo.
· Miséria é falta de amor entre os homens. Deus não gosta de insensíveis.
· Sempre que puder, fale de amor e com amor para alguém. Faz bem aos ouvidos de quem ouve e à alma de quem fala.
· Se fosse preciso, começaria tudo outra vez e do mesmo jeito, andando pelo caminho de dificuldades, pois a fé, que nunca me abandona, me daria forças para ir sempre em frente.
· Esta obra não é minha, é de Deus. E o que é de Deus permanece para sempre.

A ULTIMA VIAGEM DE TAXI



A ULTIMA VIAGEM DE TAXI
Houve um tempo em que eu ganhava a vida como motorista de táxi. Os passageiros embarcavam totalmente anônimos. E, às vezes, me contavam episódios de suas vidas, suas alegrias e suas tristezas...

Encontrei pessoas que me surpreenderam. Mas, NENHUMA como aquela da noite de 25 para 26 de julho do último ano em que trabalhei na praça!

Havia recebido já tarde da noite uma chamada vinda de um pequeno prédio de tijolinhos, em uma rua tranqüila do subúrbio de Belo Horizonte, capital das Minas Gerais.

Quando cheguei ouvia cachorros latindo longe. O prédio estava escuro, com exceção de uma única lâmpada acesa numa janela do térreo.

Nestas circunstâncias, outros teriam buzinado duas ou três vezes, esperariam só um pouco e, então, iriam embora.

Mas, eu sabia que muitas pessoas dependiam de táxis como único meio de transporte a tal hora. A não ser, portanto, que a situação fosse claramente perigosa, eu sempre esperava...

"Este passageiro pode ser alguém que necessita de ajuda", pensei. Assim, fui até a porta e bati. "Um minutinho", respondeu uma voz débil e idosa.

Ouvi alguma coisa ser arrastada pelo chão... Depois de uma pausa longa, a porta abriu-se. Vi-me então diante de uma senhora bem idosa, pequenina e de frágil aparência!

Usava um vestido estampado e um chapéu bizarro daqueles usados pelas senhoras idosas nos filmes da década de 40! E se equilibrava numa bengala, enquanto segurava com dificuldade uma pequena mala...

Dava para ver que a mobília estava toda coberta com lençóis. Não haviam relógios, roupas ou adornos sobre os móveis. Num canto jazia uma caixa aberta com fotografias e vidros...

A velha senhora, esboçando então um tímido sorriso de quem havia já perdido todos os dentes, pediu-me:
“O senhor poderia me ajudar com a mala?”

Eu peguei a mala e ajudei-a caminhar lentamente até o carro. E enquanto se acomodava ela ficou me agradecendo...

- "Não é nada, apenas procuro tratar meus passageiros do jeito que gostaria que tratassem minha velha mãe”... - "Oh!, você é um bom rapaz!"

Quando embarcamos, deu-me um endereço e pediu:
- "O senhor poderia ir pelo centro da cidade?"
- "Este não é o trajeto mais curto", alertei-a prontamente.
- "Eu não me importo... Não estou com pressa... Meu destino é o último! O asilo dos velhos"...

Surpreso, eu olhei pelo retrovisor. Os olhos da velhinha brilhavam marejados... - "Eu não tenho mais família e o médico me disse que tenho muito pouco tempo"...

Disfarçadamente desliguei o taxímetro e perguntei:
-"Qual o caminho que a senhora deseja que eu tome?"

Nas horas seguintes nós dirigimos por toda a cidade. Ela mostrou-me o edifício na Praça 7 em que havia, em certa ocasião, trabalhado como ascensorista...

Nós passamos pelas cercanias em que ela e o esposo tinham vivido como recém-casados. E também pela Igrejinha de São Francisco, na Pampulha, onde comemoraram Bodas de Ouro!

Ela pediu-me que passasse em frente a uma loja de móveis na região da Praça da Liberdade, que havia sido um grande salão de dança que ela freqüentara quando mocinha!

De vez em quando, pedia-me para dirigir vagarosamente em frente a um edifício ou esquina. Era quando ficava então com os olhos fixos na escuridão, sem dizer nada... E olhava. Olhava e suspirava...

E assim rodamos a noite inteira... Quando o primeiro raio de sol surgiu no horizonte, ela disse de repente:
"Estou cansada... E pronta! Vamos agora!"

Seguimos, então, em silêncio, para o endereço que ela havia me dado. Chegamos a um prédio rodeado de árvores, uma pequena casa de repouso.

Dois atendentes caminharam até o taxi, assim que paramos. Eram amáveis e atentos e logo se acercaram da velha senhora, a quem pareciam esperar.

Eu abri o porta-malas do carro e levei a pequena valise até a porta. A senhora, já sentada em uma cadeira de rodas, perguntou-me então pelo custo da corrida.

- "Quanto lhe devo?", ela perguntou, pegando a bolsa.
- "Nada!", eu disse.
- "Você tem que ganhar a vida, meu jovem”
- "Há outros passageiros", respondi.

Quase sem pensar, curvei-me e dei-lhe um abraço. Ela me envolveu comovidamente e devolveu-me com um beijo afetuoso e repleto da mais pura e genuína gratidão! E disse:

- "Você deu a esta velhinha bons momentos de alegria, como não tinha há tanto tempo... Só Deus é quem sabe o quanto você fez por mim! Obrigada, MEU AMIGO! Mil vezes obrigada!!!”

Apertei sua mão pela última vez e caminhei no lusco-fusco da alvorada sem olhar para trás, pois as lágrimas corriam-me abundantes pela face...

Atrás de mim uma porta foi fechada. Era o som do término de uma vida... Naquele dia não peguei mais passageiros. Dirigi sem rumo, perdido nos meus pensamentos. Mal podia falar.

Dois dias depois, tomei coragem e voltei no asilo para ver como estava a minha mais nova amiga. Me disseram, então, que na noite anterior adormecera para sempre, em paz e feliz...

E fiquei a pensar, se a velhinha tivesse pego um motorista mal-educado e raivoso... Ou, então, algum que estivesse ansioso para terminar seu turno...

Óh, Deus! E se eu houvesse recusado a corrida? Ou tivesse buzinado uma vez e ido embora?... Ao relembrar, creio que eu jamais tenha feito algo mais importante na minha vida até então!

Em geral nos condicionamos a pensar que nossas vidas giram em torno de grandes momentos. Todavia, os GRANDES MOMENTOS freqüentemente nos pegam desprevenidos e ficam guardados em recantos que quase todo mundo considera sem importância... quando nos damos conta... já passou.

AS PESSOAS PODEM NÃO LEMBRAR EXATAMENTE O QUE VOCÊ FEZ, OU O QUE VOCÊ DISSE.

MAS, ELAS SEMPRE LEMBRARÃO COMO VOCÊ AS FEZ SENTIR-SE.

PORTANTO, VOCÊ PODE FAZER A DIFERENÇA!

PENSE NISTO!!!

OS IDOSOS DE HOJE, SOMOS NÓS AMANHÃ!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

NA HORA DA CRISE



NA HORA DA CRISE

Na hora da crise, emudece os lábios e ouve as vozes que falam, inarticuladas, no imo de ti mesmo.
Perceberás, distintamente, o conflito.
É o passado que teima em ficar e o
presente que anseia pelo futuro.
É o cárcere e a libertação.
A sombra e a luz.
A dívida e a esperança.
É o que foi e o que deve ser.
Na essência, é o mundo e o Cristo no coração.
Grita o mundo pelo verbo dos amigos e dos adversários,
na Terra e além da Terra.
Adverte o Cristo, através da responsabilidade que
nos vibra na consciência.
Diz o mundo: «acomoda-te como puderes.
Pede o Cristo: «levanta-te e anda».
Diz o mundo: «faze o que desejas».
Pede o Cristo: «não peques mais».
Diz o mundo: «destrói os opositores».
Pede o Cristo: «ama os teus inimigos».
Diz o mundo: «renega os que te incomodem».
Pede o Cristo: «ao que te exija mil passos,
caminha com ele dois mil».
Diz o mundo: «apega-te à posse».
Pede o Cristo: “ao que te rogue a túnica
cede também a capa”.
Diz o mundo: «fere a quem te fere».
Pede o Cristo: «perdoa sempre».
Diz o mundo: «descansa e goza».
Pede o Cristo: «avança enquanto tens luz».
Diz o mundo: «censura como quiseres».
Pede o Cristo: «não condenes».
Diz o mundo: «não repares os meios para alcançar os fins».
Diz o Cristo: «serás medido pela medida que
aplicares aos outros».
Diz o mundo: «aborrece os que te aborreçam».
Pede o Cristo: «ora pelos que te perseguem e caluniam».
Diz o mundo: «acumula ouro e poder para que
te faças temido».
Diz o Cristo: «provavelmente nesta noite pedirão
tua alma e o que amontoaste para quem será?»
Obsessão é também problema de sintonia.
O ouvido que escuta reflete a boca que fala.
O olho que algo vê assemelha-se, de algum modo,
à coisa vista.
Não precisas, assim, sofrer longas hesitações
nas horas de tempestade.
Se realmente procuras caminho justo,
ouçamos o Cristo, e a palavra dele, por bússola infalível, traçar-nos-á rumo certo.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A MULHER PERFEITA





A MULHER PERFEITA

Nasrudin conversava com um amigo, que lhe perguntou:

- Então, mullah, nunca pensaste em casamento?

- Já pensei. Em minha juventude, resolvi conhecer a mulher perfeita. Atravessei o deserto, cheguei a Damasco, e conheci uma mulher espiritualizada e linda; mas ela não sabia nada das coisas do mundo. Continuei a viagem, e fui a Isfahan; lá encontrei uma mulher que conhecia o reino da matéria e do espírito, mas não era uma moça bonita. Então resolvi ir até o Cairo, onde jantei na casa de uma moça bonita, religiosa e conhecedora da realidade material.

- E por que não casaste com ela?

- Ah, meu companheiro! Infelizmente ela também procurava um homem perfeito.

A MARIPOSA E A ESTRELA





A MARIPOSA E A ESTRELA

Conta a lenda que uma jovem mariposa de corpo frágil e alma sensível voava ao sabor do vento certa tarde, quando viu uma estrela muito brilhante e se apaixonou.
Voltou imediatamente para casa, louca para contar à mãe que havia descoberto o que era o amor, mas a mãe lhe disse friamente:
- Que bobagem, filha! As estrelas não foram feitas para que as mariposas possam voar em torno delas. Procure um poste ou um abajur e se apaixone por algo assim. Foi para isso nós fomos criadas.
Decepcionada, a mariposa resolveu simplesmente ignorar o comentário da mãe e permitiu-se ficar de novo alegre com a sua descoberta e pensava:
- Que maravilha poder sonhar!
Na noite seguinte, a estrela continuava no mesmo lugar, e ela decidiu que iria subir até o céu, voar em torno daquela luz radiante e demonstrar seu amor. Foi muito difícil ir além da altura com a qual estava acostumada, mas conseguiu subir alguns metros acima do seu vôo normal. Entendeu que, se cada dia progredisse um pouquinho, iria terminar chegando à estrela, então armou-se de paciência e começou a tentar vencer a distância que a separava de seu sonho.
Esperava com ansiedade que a noite descesse e, quando via os primeiros raios da estrela, batia ansiosamente suas asas em direção ao firme propósito.
Sua mãe ficava cada vez mais furiosa e dizia:
- Estou muito decepcionada com a minha filha. Todas as suas irmãs e primas já têm lindas queimaduras nas asas, provocadas por lâmpadas! Você devia deixar de lado esses sonhos inúteis e arranjar um que possa atingir.
A jovem mariposa, irritada porque ninguém respeitava o que sentia, resolveu sair de casa. Mas, no fundo, como aliás sempre acontece, ficou marcada pelas palavras da mãe e achou que ela tinha razão.
Por algum tempo, tentou esquecer a estrela, mas seu coração não conseguia esquecê-la e, depois de ver que a vida sem o seu verdadeiro sonho não tinha sentido, resolveu retomar sua caminhada em direção ao céu.
Noite após noite, tentava voar o mais alto possível, mas quando a manhã chegava, estava com o corpo gelado e a alma mergulhada na tristeza.
Entretanto, à medida que iá ficando mais velha, passou a prestar atenção a tudo que via à sua volta.
Lá do alto podia enxergar as belas cidades cheias de luzes. Vendo as montanhas, os oceanos e as nuvens que mudavam de forma a cada minuto, a mariposa começou a amar cada vez mais sua estrela, porque era ela quem a empurrava para ver um mundo tão rico e tão lindo.
Muito tempo depois resolveu voltar à sua casa para compartilhar as belezas que tinha visto e descoberto, e aí soube pelos vizinhos que sua mãe, suas irmãs e primas tinham morrido queimadas nas lâmpadas e nas chamas das velas, destruídas por aquilo que as limitavam.
A mariposa viveu muitos anos ainda, e descobriu que o verdadeiro sonho, aquele que vem do coração e do amor de sua essência traz muito mais alegrias, benefícios e aprendizado que aqueles “sonhos” motivados mais pela insegurança e pelo medo.

A LOJA DE CACHORRINHOS





A LOJA DE CACHORRINHOS

O dono de uma loja colocou um anúncio na porta:

"Cachorrinhos `a venda".

Esse tipo de anúncio sempre atrai as criancas e logo um menininho apareceu na loja perguntando:

- Qual o preço dos cachorrinhos?

O dono respondeu:

- Entre R$ 30,00 e R$ 50,00.

O menininho colocou a mão em seu bolso e tirou umas moedas:

- Só tenho R$2,37.

- Posso vê-los?. O homem sorriu e assobiou.

De trás da loja saiu sua cachorra, correndo, seguida por cinco cachorrinhos.

Um dos cachorrinhos estava ficando consideravelmente para trás.

O menininho, imediatamente, apontou para o cachorrinho que estava mancando.

- O que aconteceu com esse cachorrinho???

O homem explicou que quando o cachorrinho nasceu
o veterinário falou que ele tinha uma perna defeituosa e que andaria mancando pelo resto de sua vida.

O menininho emocionou-se e exclamou:

- Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!.

E o homem respondeu:

- Não, você não vai comprar esse cachorro. Se você realmente o quer, eu vou dá-lo de presente.

Mas o menininho não gostou

Olhando direto nos olhos do homem falou:

-Eu não quero que você me dê de presente. Ele vale tanto quanto os outros cachorrinhos e eu pagarei o preço. Agora vou lhe pagar meus R$ 2,37 e a cada
mês darei R$ 0,50 até que tenha pago por completo.

O homem respondeu:

- Você não quer de verdade comprar esse cachorrinho filho.

Ele nunca será capaz de correr, saltar e brincar como os outros cachorrinhos.

O menininho agachou-se e levantou a perna de sua
calça para mostrar a perna esquerda, cruelmente
retorcida e inutilizada, suportada por um grande aparato de metal.

Olhou de novo para o homem e disse:

- Bom, eu também não posso correr muito bem, e o cachorrinho vai precisar de alguém que o entenda.

O homem estava agora envergonhado e seus olhos encheram-se de lágrimas....

Sorriu e disse:

- Filho só espero que cada um destes cachorrinhos tenha um dono como você.


Na vida não importa como somos.
O que vale é que alguém nos aprecie
e nos aceite como somos.

Amando-nos incondicionalmente.

Um verdadeiro amigo é aquele que chega quando o resto do mundo já se foi.

A LENDA DO MONGE E DO ESCORPIÃO





A LENDA DO MONGE E DO ESCORPIÃO

Um Monge e seus discípulos iam por uma estrada.
Quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas.
O Monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão.
Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente no rio.
Foi então à margem do rio, tomou um ramo de árvore, correu adiantando-se à correnteza, entrou, recolheu o escorpião e o salvou.
Ao voltar, o Monge juntou-se aos discípulos na estrada.
Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e sem entender nada.

Então perguntaram:

- Mestre, deve estar doendo muito! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso?
- Que se afogasse! Seria um a menos!
- Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara!
- Não merecia sua compaixão!
O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu:
- Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha.
Não podemos e nem temos o direito de mudar o outro.
Apenas podemos melhorar nossas próprias reações e atitudes, pois é certo que cada um dá o que tem e o que pode.

Cada qual conforme sua natureza, e não
conforme a do outro.

QUEM MATOU O AMOR





Quem matou o Amor?

Houve uma vez, na história do mundo, um dia terrível, em que o Ódio - o rei dos maus sentimentos, dos defeitos e das más virtudes - convocou uma reunião com todos os seus súditos.

Todos os sentimentos escuros do mundo e os desejos mais perversos do coração humano chegaram a essa reunião com muita curiosidade, porque queriam saber qual o motivo de tanta urgência.

Quando todos já estavam presentes, falou o Ódio:
- Os reuni aqui porque desejo com todas as minhas forças matar alguém!

Ninguém estranhou muito, pois era o Ódio quem estava falando e ele sempre queria matar alguém, mas perguntaram-se quem seria tão difícil de matar que o Ódio necessitaria da ajuda de todos.
- Quero matar o Amor - disse o Ódio.
Muitos sorriram com maldade, pois mais de um ali tinha a mesma vontade.
O primeiro voluntário foi o Mau Caráter:
- Eu irei e podem ter certeza que em um ano o Amor terá morrido. Provocarei tal discórdia e raiva que ele não vai suportar.
Depois de um ano se reuniram outra vez e, ao escutar o relato de Mau Caráter, ficaram decepcionados:
- Eu sinto muito. Bem que tentei de tudo, mas cada vez que eu semeava discórdia, o Amor superava e seguia seu caminho.

Foi então que muito rapidamente ofereceu-se a Ambição para executar a tarefa. Fazendo alarde de seu poder, disse:
- Já que Mau Caráter fracassou, irei eu. Desviarei a atenção do Amor com o desejo por riqueza e pelo poder. Isso ele nunca irá ignorar.
E começou, então, a Ambição o ataque contra a sua vítima. Efetivamente, o Amor caiu ferido. Mas, depois de lutar arduamente, curou-se: renunciou a todo desejo exagerado de poder e triunfo.

Furioso com o novo fracasso, o Ódio enviou os Ciúmes. Estes bufões perversos inventaram todo tipo de artimanhas e situações para confundir o Amor. Machucaram-no com dúvidas e suspeitas infundadas.

Porém, mesmo confuso, o Amor chorou e pensou que não queria morrer. Com valentia e força se impôs sobre eles e os venceu. Ano após ano, o Ódio seguiu em sua luta, enviando a Frieza, o Egoísmo, a Indiferença, a Pobreza, a Enfermidade e muitos outros. Todos fracassavam sempre.

O Ódio, convencido de que o Amor era invencível, disse isso aos demais:
- Nada podemos fazer. O Amor suportou tudo. Levamos muitos anos insistindo e
não conseguimos.

De repente, de um cantinho do auditório, se levantou um sentimento pouco conhecido e que se vestia todo de preto. Com um chapéu gigante, ele mantinha o rosto encoberto. Seu aspecto era fúnebre como o da morte.

- Eu matarei o Amor, disse com segurança.
Todos se perguntavam quem seria esse pretensioso que, sozinho, pretendia fazer o que nenhum deles havia conseguido.
O Ódio ordenou:
- Vá e faça!
Havia passado pouco tempo quando o Ódio voltou a convocar a todos para comunicar que finalmente o Amor havia morrido. Todos estavam felizes mas também surpresos. E o sentimento do chapéu preto falou:

- Aqui eu entrego a vocês o Amor, totalmente morto e esquartejado.
E sem dizer mais palavra, encaminhou-se para a saída.
- Espera! - determinou o Ódio, dizendo: em tão pouco tempo você o eliminou
completamente, deixando-o desesperado e, por isso mesmo, ele não fez o menor
esforço para viver! Quem é você afinal?
O sentimento, pela primeira vez, levantou seu horrível rosto e disse:
- Sou a Rotina...

A ÁGIA E O PARDAL




A ÁGUIA E O PARDAL

O sol anunciava o final de mais um dia e lá, entre as árvores, estava Andala, um pardal que não se cansava de observar Yan, a grande águia.
Seu vôo preciso, perfeito, enchia seus olhos de admiração. Sentia vontade em voar como a águia, mas não sabia como o fazer. Sentia vontade em ser forte como a águia, mas não conseguia assim ser. Todavia, não cansava de seguí-la por entre as árvores só para vislumbrar tamanha beleza.
Um dia estava a voar por entre a mata a observar o vôo de Yan, e de repente a águia sumiu da sua visão. Voou mais rápido para reencontrá-la, mas a águia havia desaparecido. Foi quando levou um enorme susto: deparou de uma forma muito repentina com a grande águia a sua frente.
Tentou conter o seu vôo, mas foi impossível, acabou batendo de frente com o belo pássaro. Caiu desnorteado no chão e quando voltou a si, pode ver aquele pássaro imenso bem ao seu lado observando-o. Sentiu um calafrio no peito, suas asas ficaram arrepiadas e pôs-se em posição de luta.
A águia em sua quietude apenas o olhava calma e mansamente, e com uma expressão séria, perguntou-lhe:
- Por que estás a me vigiar, Andala?
- Quero ser uma águia como tu, Yan. Mas, meu vôo é baixo, pois minhas asas são curtas e vislumbro pouco por não conseguir ultrapassar meus limites.
- E como te sentes amigo sem poder desfrutar, usufruir de tudo aquilo que está além do que podes alcançar com tuas pequenas asas?
- Sinto tristeza. Uma profunda tristeza. A vontade é muito grande de realizar este sonho.
O pardal suspirou olhando para o chão e disse:
- Todos os dias acordo muito cedo para vê-la voar e caçar. És tão única, tão bela. Passo o dia a observar-te.
- E não voas? Ficas o tempo inteiro a me observar? - indagou Yan.
- Sim. A grande verdade é que gostaria de voar como tu voas, mas as tuas alturas são demasiadas para mim e creio não ter forças para suportar os mesmos ventos que, com graça e experiência, tu cortas harmoniosamente.
- Andala, bem sabes que a natureza de cada um de nós é diferente, e isto não quer dizer que nunca poderás voar como uma águia. Sê firme em teu propósito e deixa que a águia que vive em ti possa dar rumos diferentes aos teus instintos. Se abrires apenas uma fresta para que esta águia que está em ti possa te guiar, esta dar-te-á a possibilidade de vires a voar tão alto como eu. Acredita!
E assim, a águia preparou-se para levantar vôo, mas voltou-se novamente ao pequeno pássaro que a ouvia atentamente:
- Andala, apenas mais uma coisa: Não poderás voar como uma águia, se não treinares incansavelmente por todos os dias. O treino é o que dá conhecimento, fortalecimento e compreensão para que possas dar realidade aos teus sonhos. Se não pões em prática a tua vontade, teu sonho sempre será apenas um sonho. Esta realidade é apenas para aqueles que não temem quebrar limites, crenças, conhecendo o que deve ser realmente conhecido. É para aqueles que acreditam serem livres, e quando trazes a liberdade em teu coração poderás adquirir as formas que desejares, pois já não estarás apegado a nenhuma delas, serás LIVRE! Um pardal poderá, sempre, transformar-se numa águia, se esta for sua vontade. Confia em ti e voa, entrega tuas asas aos ventos e aprende o equilíbrio com eles. Tudo é possível para aqueles que compreenderam que são seres livres, basta apenas acreditar, basta apenas confiar na tua capacidade em aprender e ser feliz com tua escolha.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

UM INCÊNDIO NA FLORESTA




A Borboletinha Mágica estava no Lago Azul conversando com a turma toda, quando sentiram um cheiro estranho que vinha do meio da floresta.
Alguma coisa está queimando, disse o elefantinho Elmo.
Também acho, respondeu a flor, o cheiro está forte!
Parece que é grama seca que está pegando fogo, disse a tartatuga Tata.
Vou lá em cima ver o que esta acontecendo disse a borboletinha, voando.
Quando estava já bem no alto as estrelinhas mágicas apareceram e ela pode ver onde estava o fogo, viu uma fumaça que subia perto de uma caverna escura.
É ali! pensou. Desceu e disse aos companheiros que esperavam em terra.
Tata tem razão! disse a borboleta, tem um pedaço de grama queimando ali na frente.
Corram e pegam baldes de água para apagarmos o fogo! Eu vou mostrar onde é o incêndio. E foi o maior corre corre. Chegaram lá com baldes e mais baldes de água e logo o fogo foi se apagado.
Conseguimos! gritou o Elmo com alegria.
Ainda bem, é um grande alívio disse a onça Olga.
Que estranho?! comentou o sapo Neneu normalmente quem põe fogo na floresta é o bicho homem, mas não estou vendo nenhum por aqui.
É estranho mesmo, seu Neneu disse a flor mas então quem está incendiando a floresta? A Borboletinha viu a caverna escura bem na frente do local do incêndio, lembrou da visão mágica.
Quem colocou fogo na floresta deve estar ai dentro respondeu.
Todos olharam para a caverna com medo. De repente ouviram um espirro:
Atchiiiiiiiim!!!! Uma labareda saiu da caverna e um novo incêndio começou.
Ouviram uma voz que que vinha de dentro da caverna:
Xiii, está pegando fogo de novo na grama!
Os bichinhos da floresta começaram correr para apagar mais um incêndio. Todos pegaram os baldes e logo tudo estava controlado.
Mas quem está ai? perguntou a Borboleta, espantada. Por um momento não houve resposta.Quem está ai, apareça, por favor, Sou eu, o último dragão desta floresta! Ninguém abriu a boca. O silêncio foi total.
Até que ...
Olá, pequeno dragão, por favor, não nos queime saia da caverna para conversármos.
Você está bem? disse a borboleta procurando fazer amizade.
Não estou muito bem não! disse o dargãozinho saindo da caverna.
Estou doente, com uma gripe forte.
Os outros bichinhos ficaram de olhos arregalados, nunca tinham visto umm dragão pela floresta, ainda mais gripado.
Estranha essa sua gripe disse a borboleta.
É sim! Toda vez que espirro sai essa labareda pelo meu nariz e pega fogo ai na frente.
Ah! então todos esses incêndios na floresta começam com um espirro seu! comentou o Elefantinho Elmo.
E pelo jeito você está querendo acabar com a floresta disse o sapo Neneu.
Não fiquem bravos comigo! eu não consigo controlar meus espirros, não coloco fogo em tudo de propósito.
Nós sabemos disso disse a Dona Borboletinha.
Mas vamos ajudar você a sarar dessa gripe porque os incênios não podem continuar, o fogo é a pior coisa para nós. Ele destrói tudo, queima as árvores que para muitos de nós servem como casas, queima nossos alimentos. Enfim, tudo se acaba quando um grande incêndio ocorre.
Eu sei, dona borboleta. Mas o fogo só aparece quando estou gripado.
Precisamos então arrumar um jeito de acabar com essas sua gripe disse o Sapo Neneu.
Conheço um chá milagroso! disse a Dona Margarida.
Então, flor corre preparar esse chá para ele disse a Borboleta.
E assim foi feito, deram o chá para o pequeno dragão e esperaram. No dia seguinte a turma voltou na caverna para ver como ele estava.
Obrigado pessoal, estava me sentindo muito mal, mas agora não espirro mais. Já sou outro. Ainda bem que melhorou comentou o Elmo o que seria de nós se continuasse espirrando e colocando fogo na floresta.
Acabaríamos em cinzas respondeu a É verdade, o fogo deve ser evitado de todas as formas disse a onça Olga, somos muito sensiveis a ele.
Com toda a sua sabedoria a Borboletinha Mágica disse:
Ainda bem que esse fogo veio do dragão e ele já esta curado. Seria pior se fosse provocado pelo bicho homem. Porque ele é quem põe fogo na floresta e nem pensa na natureza.
Problema resolvido, hora da diversão.
Que tal um banho refrescante lá no Lago Azul? convidou a Borboleta.
Ótima idéia! concordaram bichinhos.
Eu posso ir também? perguntou o dragão.
É mais prudente você apenas nos acompanhar, mas não entrar na água. Afinal você acabou de sarar de uma gripe forte e não queremos mais espirros e incêndio na floresta.
A senhora trem razão, disse o pequeno dragão.
Nesse momento a Borboletinha com os óculos mágicos teve uma visão do futuro: viu o dragãozinho se divertindo com todos os novos amigos, sem espirros e com a floresta à salvo.

UMA BELA AMIZADE



Uma Bela Amizade

Ele não passava de um garotinho levado.
Adorava pendurar-se nos galhos das árvores para se balançar.
Vivia com os cabelos ao vento e os pés descalços. Tinha uma alma doce, toda amor.
Chamava-se Guilherme Augusto Araújo Fernandes e morava ao lado de um asilo de idosos.
Ele conhecia todos os que moravam lá. E gostava de cada um deles de uma maneira especial.
Gostava da sra. Silvano que tocava piano. E do sr. Cervantes que sempre lhe contava histórias arrepiantes.
Também do Sr. Waldemar que andava de um lado a outro com um remo, como se houvesse um lago por perto, para remar.
Ajudava a Sra. Mandala a ir de um lado para outro, apoiada em sua bengala.
E admirava o Sr. Possante com sua voz de gigante.
Mas a pessoa de quem ele mais gostava era a sra. Antônia Maria Diniz Cordeiro. É que ela tinha quatro nomes, como ele.
Ele a chamava de dona Antônia e lhe contava todos os seus segredos.
Um dia, Guilherme Augusto ouviu seus pais conversarem a respeito da sua amiga.
E entre uma frase e outra, descobriu que dona Antônia tinha perdido a memória.
A mãe comentou que não era de admirar. Afinal, ela estava com 96 anos de idade!
Guilherme quis saber o que era a memória e o pai lhe disse que era alguma coisa da qual a pessoa se lembra.
A resposta não satisfez o menino, que foi perguntar para a sra. Silvano.
"É algo quente", meu filho, "muito quente", foi a resposta.
O Sr. Cervantes lhe disse que era uma coisa muito, muito antiga.
E o sr. Waldemar informou que era uma coisa que fazia chorar, chorar muito.
Para a sra. Mandala, era uma coisa que fazia rir, rir bastante.
Já o Sr. Possante lhe disse que a memória era alguma coisa que valia ouro.
Então o garoto foi para sua casa e começou a procurar memórias para dona Antônia, já que ela havia perdido as suas.
Procurou uma caixa de sapatos cheia de conchas, guardadas há muito tempo, e as colocou numa cesta.
Também colocou uma marionete e a medalha que seu avô lhe tinha dado um dia.
Também para a cesta foi a sua bola de futebol, que valia ouro.
E até um ovo fresquinho, ainda quente, retirado debaixo da galinha.
Aí Guilherme augusto foi visitar dona Antônia e deu a ela, uma a uma, cada coisa da sua cesta.
Ela ficou emocionada com os presentes daquela criança admirável. E começou a se lembrar.
Segurou o ovo ainda quente, entre suas mãos, e contou para o menino sobre um ovinho azul, todo pintado, que havia encontrado uma vez, dentro de um ninho, no jardim da casa de sua tia.
Encostou uma das conchas no ouvido e lembrou da vez que tinha ido à praia de bonde, há muito tempo, e como sentira calor com suas botas de amarrar.
Pegou nas mãos a medalha e recordou, com tristeza, de seu irmão mais velho, que tinha ido para a guerra. E nunca mais voltou.
Sorriu para a marionete e lembrou da vez em que mostrara uma para sua
irmãzinha, que rira às gargalhadas.
Conseguia lembrar até do detalhe do mingau escorrendo pela boca risonha da menina.
Ela jogou a bola de futebol para Guilherme e lembrou do dia em que se conheceram. E recordou de todos os segredos que haviam compartilhado.
Guilherme Augusto e dona Antônia sorriram e sorriram, pois toda a memória perdida tinha sido encontrada.
E por um menino que nem era tão sábio, nem tão velho.
Era simplesmente um menino que amava os idosos e sabia ser amigo.

***
Para se brindar alguém com alegria, não há necessidade de somas exageradas de dinheiro, nem de dotes especiais.
Para fazer feliz a vida de alguém é suficiente uma dose de tempo, uma pitada de amor e um pouquinho de imaginação.
Em resumo: uma bela amizade.

UMA LENDA





Conta a lenda que uma camponesa olhava do lado de fora de uma igreja as pessoas oferecendo presentes ao Menino Jesus.
Ela se sentia triste, pois não tinha nada para homenagear.
Então um anjo apareceu e lhe disse: "Apanhe algumas plantas que crescem ao lado da estrada e ofereça como presente."

Ela aceitou o conselho e apanhou uma porção de folhas de poinsettia verdes e as levou para dentro da igreja.

As pessoas da congregação riram quando a viram entrar com suas roupas maltrapilhas carregando um punhado de ervas daninhas.

Envergonhada e ruborizada diante da situação, conforme seu rosto ficava vermelho, um fenômeno aconteceu: as folhas mudaram de cor, tornando-se em vermelho sangue, transformando-se em lindíssimas flores.

As pessoas ali presentes ficaram extasiadas com o fato.

Esta flor, conhecida como "bico-de-papagaio", tem o nome científico de Poinsettia, uma homenagem ao seu descobridor Dr. Poinsett.

Ele a encontrou no México em 1828, e é chamada por "Flor da Noite Feliz".

A explicação científica para a mudança de cor, se dá pela reação da planta exposta a luz durante muito tempo.

VIVER COMO AS FLORES


VIVA COMO AS FLORES

Viver como as flores.

-Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes. Sinto ódio das que são mentirosas. Sofro com as que caluniam.
-Pois viva como as flores - advertiu o mestre.
-Como é viver como as flores? - perguntou o discípulo.
-Repare nestas flores - continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim.
-Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas. É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento. Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora. Isso é viver como as flores.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

O GALO ANGUSTIADO




O galo angustiado

Não era ele que levantava o sol.

Era uma vez um grande quintal onde reinava soberano e poderoso galo. Orgulhoso de sua função, nada acontecia no quintal sem que ele soubesse e participasse. Com sua força descomunal e coragem heróica, enfrentava qualquer perigo. Era especialmente orgulhoso de si mesmo, de suas armas poderosas, da beleza colorida de suas penas, de seu canto mavioso.

Toda manhã acordava pelo clarão do horizonte e bastava que cantasse duas ou três vezes para que o sol se elevasse acima para o céu. "O sol nasce pela força do meu canto", dizia ele. "Eu pertenço à linhagem dos levantadores do sol. Antes de mim era meu pai; antes de meu pai era meu avô!" ...

Um dia uma jovem galinha de beleza esplendorosa veio morar em seu reinado e por ela o galo se apaixonou. A paixão correspondida culminou numa noite de amor para galo nenhum botar defeito. E foi aquele amor louco, noite adentro. Depois do amor, já de madrugada, veio o sono. Amou profundamente e dormiu profundamente.

As primeiras luzes do horizonte não o acordaram como de costume. Nem as segundas. ... Para lá do meio dia, abriu os olhos sonolentos para um dia azul, de céu azul brilhante e levou um susto de quase cair. Tentou inutilmente cantar, apenas para verificar que o canto não lhe passava pelo nó apertado da garganta. - "Então não sou eu quem levanta o sol?", comentou desolado para si mesmo. E caiu em profunda depressão. O reconhecimento de que nada havia mudado no galinheiro enquanto dormia trouxe-lhe um forte sentimento de inutilidade e um questionamento incontrolável de sua própria competência. E veio aquele aperto na garganta. A pressão no peito virou dor. A angústia se instalou definitivamente e fez com que ele pensasse que só a morte poderia solucionar tamanha miséria. "O que vão pensar de mim?", murmurou para si mesmo, e lembrou daquele galinho impertinente que por duas ou três vezes ousou de longe arrastar-lhe a asa. O medo lhe gelou nos ossos. Medo. Angústia. Andou se esgueirando pelos cantos do galinheiro, desolado e sem saída.

Do fundo de seu sentimento de impotência, humilhado, pensou em pedir ajuda aos céus e rezou baixinho, chorando. Talvez tenha sido este momento de humildade, único em sua vida, que o tenha ajudado a se lembrar que, em uma árvore, lá no fundo do galinheiro, ficava o dia inteiro empoleirado um velho galo filósofo que pensava e repensava a vida do galinheiro e que costumava com seus sábios conselhos dar orientações úteis a quem o procurasse com seus problemas existenciais.

O velho sábio o olhou de cima de seu filosófico poleiro, quando ele vinha se esgueirando, tropeçando nos próprios pés, como que se escondendo de si mesmo. E disse: "Olá! Você nem precisa dizer nada, do jeito que você está. Aposto que você descobriu que não é você quem levanta o sol. Como foi que você se distraiu assim? Por acaso você andou se apaixonando?". Sua voz tinha um tom divertido, mas ao mesmo tempo compreensivo, como se tudo fosse natural para ele. A seu convite, o galo angustiado empoleirou-se a seu lado e contou-lhe a sua história. O filósofo ouviu cada detalhe com a paciência dos pensadores. Quando o consulente já se sentia compreendido, o velho sábio fez-lhe uma longa preleção:

"Antes, quando você ainda achava que até o sol se levantava pelo poder do seu canto, digamos que você estava enganado. Para definir seu problema com precisão, você tinha o que pode ser chamado de "Ilusão de Onipotência". Então, pela mágica do amor, você descobriu o seu próprio engano, e até aí estaria ótimo, porque nenhuma vantagem existe em estar tão iludido. Saiba você que ninguém acredita realmente nessa história de canto de galo levantar o sol. Para a maioria, isto é apenas simbólico: só os tolos tomam isto ao pé da letra. "Entretanto, agora", continuou o sábio pensador, "você está pensando que não tem mais nenhum valor, o que é de certa forma compreensível em quem baseou a vida em tão grande ilusão. Contudo, examinando a situação com maior profundidade, você está apenas trocando uma ilusão por outra ilusão. O que era uma 'Ilusão de Onipotência' pode ser agora chamado de 'Ilusão de Incompetência'. Aos meus olhos, continuou o sábio, nada realmente mudou. Você era, é e vai continuar sendo, um galo normal, cumpridor de sua função de gerenciar o galinheiro, de acordo com a tradição dos galináceos. Seu maior risco, continuou o pensador, é o de ficar alternando ilusões. Ontem era 'Ilusão de Onipotência', hoje, 'Ilusão de Incompetência'. Amanhã você poderá voltar à Ilusão de Onipotência novamente, e depois ter outra desilusão... Pense bem nisto: uma ilusão não pode ser solucionada por outra ilusão. A solução não está nem nas nuvens nem no fundo do poço. A solução está na realidade". Após um longo período de silêncio, o velho galo filósofo voltou-se para os seus pensamentos. Nosso herói desceu da árvore para a vida comum do galinheiro.

Na dia seguinte, aos primeiros raios da manhã, cantou para anunciar o sol nascente. E tudo continuou como era antes.

O CHORO DA ESTRELA




O Choro da Estrela

Estava Deus, a caminhar, sossegadamente, pelo universo...

Contemplava sua criação, e, aproveitando o passeio, verificava se tudo estava correndo bem.

Em certo ponto de sua caminhada, deparou-se com uma de suas estrelas, num choro compulsivo...

Com certa tristeza, aproximou-se e perguntou docemente:

- Por que choras, minha filha?

A pobre estrela, aos prantos, mal conseguia falar:

- Sabe, meu Pai... Estou triste... não consigo achar uma razão para a minha existência... O sol, com toda a sua magnitude, fornece calor, luz e energia às pessoas... As estrelas cadentes, incentivam paixões e sonhos... Os cometas, geram dúvidas e mistérios... E eu, aqui... parada...

Deus ouviu tudo atentamente... com doçura e paciência, decidiu explicar à estrela os porquês, porém, foi interrompido por uma voz, que vinha de longe...

Era uma criança, que caminhava com sua mãe, em um dos planetas da região...

A criança dizia à sua mãe:

- Veja mamãe! O dia já vai nascer!

A mãe ficou meio confusa... como podia, uma criança, que mal sabia as horas, saber que o sol já nasceria, mesmo estando tão escuro?

- Como você sabe disso, meu filho?

- Veja aquela estrela! Papai me disse que ela anuncia o novo dia. Ela sempre aparece pouco antes do sol, e aponta o lugar de onde o sol vai sair...

Ouvindo aquilo, a estrela pôs-se a chorar...

Deus, calmamente lhe falou:

- Podes ver? Sabes agora, o motivo de tua existência? Tudo o que criei, fiz por alguma razão de ser. És a estrela que anuncia o novo dia... E com o novo dia, renovam-se as esperanças, os sonhos... E serves para orientar os homens, para onde caminhar. Ao te ver, sabem que não estão perdidos, pois sabem qual o seu destino.

A estrela ouviu tudo atentamente... Sentiu uma alegria celestial invadindo sua vida...

A partir de então, ela brilhou cada vez mais, pois sabia que era importante e indispensável ao ciclo da vida.

Todos nós temos uma razão para estarmos aqui... Mesmo se não soubermos qual é exatamente esta razão, devemos viver a vida intensamente, semeando amor e espalhando alegrias... Só assim, a estrela que habita em nossos corações brilhará mais forte, iluminando a todos que estão à nossa volta. Fazendo isso, estaremos iluminando nossas próprias vidas.

O CAMINHO




O Caminho

Um dia, um bezerro precisou atravessar a floresta virgem para voltar a seu pasto.
Sendo animal irracional, abriu uma trilha tortuosa, cheia de curvas, subindo e descendo colinas...
No dia seguinte, um cão que passava por ali, usou essa mesma trilha torta para atravessar a floresta.
Depois foi a vez de um carneiro, líder de um rebanho, que fez seus companheiros seguirem pela trilha torta.
Mais tarde, os homens começaram a usar esse caminho: entravam e saíam, viravam à direita, à esquerda, abaixando-se, desviando-se de obstáculos, reclamando e praquejando, até com um pouco de razão...
Mas não faziam nada para mudar a trilha.
Depois de tanto uso, a trilha acabou virando uma estradinha onde os pobres animais se cansavam sob cargas pesadas, sendo obrigados a percorrer em três horas uma distância que poderia ser vencida em, no máximo, uma hora, caso a trilha não tivesse sido aberta por um bezerro.
Muitos anos se passaram e a estradinha tornou-se a rua principal de um vilarejo, e posteriormente a avenida principal de uma cidade.
Logo, a avenida transformou-se no centro de uma grande metrópole, e por ela passaram a transitar diariamente milhares de pessoas, seguindo a mesma trilha torta feita pelo bezerro... centenas de anos antes...
Os homens tem a tendência de seguir como cegos por trilhas feitas por pessoas inexperientes, e se esforçam de sol a sol a repetir o que os outros já fizeram.
Contudo, a velha e sábia floresta ria daquelas pessoas que percorriam aquela trilha, como se fosse um caminho único... Sem se atrever a mudá-lo.

A propósito, qual é o seu caminho???

O BAMBU AMADO




O Bambu Amado

Era uma vez um maravilhoso jardim, situado bem no centro de um grande campo. O dono costumava passear pelo jardim, ao clarão do luar, à noite... Um belo bambu era para ele a mais bela e estimada de todas as árvores do seu jardim.

Ao seu olhar carinhoso, esse bambu crescia e se tornava cada vez mais formoso. Ele sabia que seu senhor o amava e que ele era sua alegria. Um dia, o dono, pensativo, aproximou-se do seu amado bambu e, num gesto de profunda veneração, o bambu inclinou sua cabeça imponente...

O senhor disse a ele:

– Querido bambu, eu preciso de você.

O bambu estava feliz, parecia ter chegado a grande hora de sua vida. Ele respondeu:

– Meu senhor, estou pronto, faze de mim o que quiseres!

– Bambu! – a voz do senhor era grave – Bambu, só poderei usá-lo, se eu o podar.

– Podar? A mim, senhor?! Por favor, não faças isso! Preserve a minha bela figura. Tu vês como todos me admiram, me elogiam!

– Meu bambu amado – a voz do senhor tornou-se ainda mais grave – não importa que o papariquem ou não... seu não o podar não poderei usá-lo...

No jardim tudo ficou silencioso. O vento segurou a respiração. Finalmente o lindo bambu se inclinou e sussurrou:

– Senhor, se não podes usar sem podar-me... então, faze comigo o que quiseres!

– Meu querido bambu – tornou o senhor – devo também cortar as suas folhas!

– Óh, senhor, se me amas, preserva-me de tal mal!! Podes destruir minha beleza, mas, por favor, deixa as minhas folhas!

– Não o posso usar se não arrancar-lhe as folhas.

A lua e as estrelas, confusas, escondem-se atrás das nuvens... Algumas borboletas e pássaros, que por ali brincavam, afastaram-se assustados. O bambu, meio trêmulo, à meia voz, disse:

– Senhor, corta-as!

Mas o senhor disse:

– Ainda não basta meu querido bambu. Devo cortá-lo pelo meio e tomar também seu coração. Se não fizer isso não poderá ser-me útil.

– Por favor, Senhor – disse o bambu – eu não poderei mais viver... Como viver sem o coração?

– Devo tirar seu coração, caso contrário não me serás útil.

Então o bambu inclinou-se até o chão e disse:

– Corta-me e divide-me se assim o desejares!

O senhor desfolhou o bambu... decepou os seus galhos... partiu-o em duas partes... tirou-lhe o coração. Depois, levou-o para o meio do campo ressequido, a uma fonte onde jorrava água fresca. Lá o senhor deitou cuidadosamente o seu querido bambu no chão. Ligou uma das extremidades do tronco decepado à fonte e a outra ele levou para o campo. E a fonte cantou as boas vindas.

As águas cristalinas precipitaram-se alegres pelo corpo dilacerado do bambu, correram sobre os campos tórridos e áridos, que por elas tanto tinham suplicado... Ali plantou-se o trigo, o arroz, o milho, rosas... e outras flores das mais variadas espécies e cores.

Os dias passaram, a sementeira brotou, cresceu e veio o tempo da colheita... farta e abundante. Assim, o maravilhoso e esbelto bambu. No seu aniquilamento e humildade, transformou-se numa benção especial.

Quando ele era belo e jovem, crescia somente para si e se alegrava com sua própria formosura. Agora, no seu despojamento, ele se tornou o canal do qual o senhor se serviu para tornar fecundas as suas terras... e muitos, muitos passaram a viver do pródigo tronco do bambu amado.

Mensagem esparsa (sem autoria)

NÁUFRAGO




Náufrago

Após um naufrágio o único sobrevivente agradeceu a Deus por estar vivo e ter conseguido se agarrar a parte dos destroços, e ficar boiando. Este único sobrevivente foi parar em uma ilha desabitada e fora de qualquer rota de navegação. E ele agradeceu novamente.
Com dificuldade, pegou os restos dos destroços e conseguiu montar um abrigo que pudesse protegê-lo do sol, da chuva, dos animais e guardar seus poucos pertences. Como sempre agradeceu a Deus.
Nos dias seguintes, a cada alimento que conseguia caçar ele agradecia. No entanto, um dia quando voltava para casa, encontrou o abrigo em chamas, envolto em nuvem de fumaça. Desesperado ele se revoltou e gritou chorando:
- O pior aconteceu! Perdi tudo! Deus por que fizeste isso comigo?
Chorou tanto que adormeceu de canseira.
No dia seguinte, bem cedinho, foi despertado pelo som de um navio que se aproximava.
- Viemos resgatá-lo, disseram...
- Como souberam que eu estava aqui? - perguntou o náufrago.
- Nós vimos o seu sinal de fumaça...
É comum nos sentirmos desencorajados e até desesperados quando as coisas vão mal... Mas Deus sempre age em nosso benefício, mesmo nos momentos de dor e sofrimento. Não se esqueça disso!